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segunda-feira, fevereiro 13, 2006
Walk The Line



Será isto possível ?

As espectativas que tinha quando ouvi as primeiras notícias sobre este filme eram muitas. O elenco era bastante apelativo e a figura mítica de Johnny Cash era só por si um potencial cinematográfico. Com o passar do tempo a ansiedade aumentou. Saíu o brilhante primeiro poster e teaser trailer e tudo se parecia compor. Depois, vi o primeiro trailer oficial e foi o começo do fim. Perdera o seu ar de cool, para passar a ter um ar de fool. Agora que o vi, confirma-se: é apenas mais um abjecto hollywoodesco que apenas tem em mente os dólares, os cifrões.

A verdade é que James Mangold tinha um leque interminável de escolhas e acabou por eleger as piores. Desde a sua realização medíocre acompanhada no mesmo nível pelo argumento. Não consigo deixar de comparar esta obra à de Taylor Hackford, Ray. A verdade é que só mudam os nomes, a história é igual. Estão lá todas as fórmulas, como se existisse um guião pré-estabelecido para criar uma biopic.

Pega-se numa estrela de música, mostra-se o seu percurso nas editoras e como este é rejeitado por todas até conseguir um contrato. Intervala-se com uns flashbacks da infância, preferencialmente os mais miseráveis em que os pais batem nos filhos e os irmãos morrem, deixando-os com um profundo sentimento de culpa. O músico acaba por se tornar bastante popular mas, claro está, deixa que a fama lhe suba à cabeça. Entra no mundo das drogas (poderia a vida de uma "rock star" ser mais cliché?), engana a mulher e passa por um período infernal, até que um dia acaba por ver a luz e vence todos os seus demónios. Volta ao estrelato e acaba por se tornar uma lenda.

Esta poderia ser a sinopse de qualquer uma das biografias que ultimamente se faz em Hollywod. Ray, Walk the Line ou mesmo quando não se trata de músicos, mas de outros ícones, o tratamento é o mesmo. Ali ou The Hurricane são exemplo disso. Um sem fim de ideias sem imaginação, que nunca trazem nada de novo mas que acabam por ser sempre aplaudidos pela crítica. Independentemente do facto de serem todos iguais na sua essência.

Pessoalmente dou os meus parabéns à academia por não ter nomeado Walk The Line para melhor filme. Não apaga o facto de Ray ter sido nomeado sem merecer mas, ainda assim, é um começo.

O que se safa então em Walk The Line? Estava tentado a dizer 'nada', mas Joaquin Phoenix não mo permite. A sua interpretação do "homem de negro" é avassaladora e, sinceramente, a única coisa que me levou a ver o filme até ao fim. Johnny Cash poderá não ter sido dignificado com o filme mas a actuação de Phoenix honrou, certamente, o seu legado. Reese Witherspoon não me entusiasmou por aí além. Tem uma interpretação segura mas nunca consegue soltar-se verdadeiramente, muito áquem do que fez em Election.

Fica a tristeza de ver, mais uma vez, uma possibilidade tão prometedora, tal como esta de um filme sobre Johnny Cash, reduzida ao que parece ser um guião equacionado por um computador, em vez de um criado por uma mente apaixonada.

A minha classificação é de: 4/10

Etiquetas:

posted by not_alone @ 01:32  
4 Comments:
  • At 14/2/06 14:49, Anonymous Anónimo said…

    quanto mais imagens vejo do filme mais o meu entusiasmo desce e a tua critica foi a gota de água.
    como o quero ver antes dos Oscars: ah pirataria para que te quero!

     
  • At 14/2/06 15:18, Blogger not_alone said…

    Nem mais ;)

     
  • At 18/2/06 12:11, Anonymous Anónimo said…

    Como é que podes dizer que a vida do Cash é cliché? Estás a falar da vida de uma pessoa que existiu na verdade, logo a vida dele não é cliché...simplesmente "aconteceu", "viveu"!

    E naquela altura (e talvez ainda hoje) poucos eram os cantores que não consumiam drogas. Afinal, eram os que tinham mais facilidade em a arranjar e consumir.

    Um filme humano, que apesar de algumas falhas, atinge o coração :)!

    Eu cá gostei...não é perfeito (longe disso), mas daí a dar-lhe nota negativa vai um longo caminho. Já o analisei no meu blog.

    Abraço

     
  • At 18/2/06 14:42, Blogger not_alone said…

    SoLo: Eu não disse que a vida dele é cliché, disse que a vida de uma rock star torna-se cliché quando todos eles acabam por ser grandes consumidores de drogas. Neste caso o que é cliché é a forma como isso é abordado. Eu acho que a vida do Johnny Cash é tão mais profunda e abrangente do que apenas o ter tido problemas com as drogas e ter casado com a June Carter, que me irrita um bocado a pouca ambição (e pouca imaginação) desta abordagem, especialmente quando tinham ao seu dispor um actor tão bom.

     
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